
Neste momento de tantas incertezas, quando tanto os mais sofisticados investidores, gestores e consultores quanto os neófitos no mercado financeiro pensam em como proteger seus investimentos ou aproveitar o momento para maximizar o retorno no longo prazo, apresentamos uma série de indicadores como orientação.
Governos anteriores optaram por financiar o déficit público mediante juros indecentes e atração de investidores do smart money internacional (aquele capital que se movimenta rapidamente, aproveitando oportunidades para arbitrar moedas cujo valor é mantido artificialmente e taxas de juros elevadas). Infelizmente, nós brasileiros pagamos essa conta por meio de impostos e destruição da indústria e de empregos. Os capitalistas e as grandes fortunas deitaram-se em berço esplêndido, usufruindo a renda fácil com riscos mínimos.
Fundos de pensão aproveitaram igualmente, enquanto seus dirigentes e gestores desaprenderam a investir em ativos de risco – afinal, para eles, isso se tornou desnecessário. Grande parte da comunidade de gestores, alocadores e consultores também teve seu trabalho facilitado pelo smart money: oras, por que tomar risco, se a renda fixa atende a necessidade de meus investidores e pensionistas?
Para esta grande comunidade e capitalistas, o jogo acabou. A tal bolha da bolsa de valores na realidade é o estouro da bolha da renda fixa. E agora, José? Agora, mãos à obra. Como dizem os americanos, no pain, no gain (sem sofrimento não há ganho). Esse “sofrimento” consiste em tomar risco e selecionar ativos, gestores e mercados.
Principais temas da resenha de fevereiro:
- Conjuntura internacional
- Conjuntura nacional
- Desempenho dos fundos
- Estratégia
- Senhor mercado, estourou a bolha. Da renda fixa




