Prezados leitores e investidores,
Fevereiro, enfim, se foi, mas deixou uma nota amarga na lembrança de todos nós. A tragédia climática que atingiu o litoral norte paulista foi a pior da história do país, em volume de chuva, segundo centros de monitoramento meteorológico. E foi particularmente dramático o que houve em São Sebastião – uma região quase tão antiga quanto o Brasil: a ela chegou uma expedição de Américo Vespúcio em 20 de janeiro de 1502, e a emancipação como município aconteceu em 16 de março de 1636. Registramos aqui nossos sentimentos a todos os atingidos.
Há três anos, a covid-19 desembarcava em nossa costa; governos de cores e sabores diversos decidiram que o Carnaval não precisava ser adiado. Neste ano, mídia e autoridades acharam que anomalias climáticas no litoral norte não mereciam nem alertas nos noticiários, nem medidas preventivas para que não acontecesse o que aconteceu. A culpa, para surpresa de ninguém, foi de São Pedro. Aliás, talvez fosse interessante que aqueles que têm responsabilidade direta na segurança e no bem-estar das populações das regiões atingidas marcassem no calendário desde já: em 2024, por esta mesma época, teremos de novo o verão, que é uma estação chuvosa em países tropicais (como – ora essa, veja só: o Brasil!). Se não se fizer nada desde já, no ano que vem o que houve nesse acontece igual, de novo.
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