“Setembro chove?”
O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) informou que o mês de setembro deste ano foi o mais chuvoso na capital paulista em toda a série histórica – iniciada em 1943. Mas o leitor que porventura tenha feito parte da “turma do fundão” naqueles anos mais adiantados do ensino fundamental (ou da 5ª série, antigamente era primário e ginásio) sabe que o título não é exatamente uma manifestação de interesse na pluviometria paulistana.
Com trocadilho infame (impublicável neste espaço, mas o leitor o encontrará internet afora) ou sem, setembro foi chuvoso, sim. Fenômenos climáticos já dão trabalho suficiente de entender quando são regulares (a meteorologia não é uma ciência trivial); quando são excepcionais (e as chuvas de setembro foram), a complexidade escala. Raramente, se alguma vez, essas excepcionalidades têm uma única causa – o normal é resultarem de uma soma de fatores simultâneos.
Vejamos a primeira quinzena do mês: sucessivas frentes frias avançaram sobre o Estado. Fluxos de vento forte (os famosos “jet streams”, correntes de jatos subtropicais) atuaram de forma intensa e mais ao norte que o esperado nesta época do ano; com isso, essas frentes frias permaneceram por mais tempo do que de costume. Ao mesmo tempo, ventos do Norte e do Centro-Oeste trouxeram ar quente e úmido para o Sudeste. Formaram a tal da “tempestade perfeita”.
Mas, claro, não se poderia deixar de mencionar ele, o “Super El-Niño”. Quem não passou o último ano em Marte leu ou ouviu algo a respeito do fenômeno – que é causado pelo aquecimento anormal na superfície das águas do Pacífico Equatorial, o que altera o regime de chuvas em diversas regiões do planeta. Em algumas partes, isso se manifesta como tempestades e enchentes; em outras, como secas e estiagens. No caso do Brasil, a região Sul tende a ser mais afetada por enchentes; no Norte e no Nordeste o verão tende a ser excepcionalmente seco, com poucas chuvas.
Essas alterações climáticas causam, ou tem potencial altíssimo para causar, um profundo impacto no agronegócio brasileiro. Falta de chuvas significa impacto na produtividade agrícola e na oferta de alimentos – e quem mora em condomínios em avenidas movimentadas, longe de qualquer coisa que se pareça com uma plantação, sente esse impacto na forma de preços (bem) mais altos. Os impactos também atingem reservatórios e hidrelétricas. Excesso de chuvas, por sua vez, também traz seus impactos próprios – quebra de safras, atraso e dificuldades na colheita de cana-de-açúcar, o que prejudica a produção e oferta de etanol e açúcar. Nada de bom vem de um El Niño, muito menos de um Super El Niño.
Tal como o do clima, o comportamento da bolsa brasileira é uma confluência de diversos fenômenos individuais, no Brasil e fora, que se somaram ao longo de setembro.
Por aqui, o noticiário foi movimentado pela corrida eleitoral. Quando o leitor estiver lendo isto, o 1º turno já terá ocorrido, já teremos um cenário diferente (o texto foi escrito e revisado poucos dias antes da primeira etapa). Mas em setembro, o que havia era um cenário de disputa acirradíssima, muito mais que as anteriores. Ao investidor, interessa principalmente as trajetórias fiscal e da dívida pública brasileiras. Parte do mercado precificava àquela altura uma eventual mudança de governo. Ao fim do mês, as taxas de juros futuros caíram, e isso se refletiu (ou apenas coincidiu com) uma recuperação do Ibovespa, que teve valorização de 5,03%. Dos papéis incluídos no índice, o que tiveram as maiores altas foram aqueles sensíveis a juros, com destaque para ações do varejo: Magazine Luiza (55%), Assaí (29%) e C&A (21%), para mencionar alguns. Curiosamente, não faltaram eventos negativos que dizem muito respeito justamente ao varejo: fim do “imposto das blusinhas”, queda nos indicadores de consumo no varejo, inadimplência ainda em elevação (apesar do Programa Desenrola e de uma série de benefícios sociais visando estimular o consumo e a economia).
Petróleo e gás foi outro setor de destaque, marcado pela enxurrada de notícias que fluíram ao longo de setembro. Antes da Assembleia Geral da ONU, havia uma expectativa de que os países envolvidos nos conflitos do Oriente-Médio adotariam um tom mais ameno e conciliador. O que se viu foi bem o oposto, e os sinais enviados foram de que não há trégua, muito menos fim, à vista. De Washington, nenhuma grande decisão deverá vir antes das midterms, as eleições para o Congresso. O preço do barril de petróleo respondeu: a trajetória de alta foi retomada e a barreira dos US$ 100 ficou de novo para trás (até o penúltimo dia do mês).
A assembleia da ONU gerou frustração, mas houve o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na Casa Branca. Ambos prorrogaram os prazos para aplicarem tarifas ao comércio bilateral entre os dois países. Não é, claro, má notícia, mas, em meio a tanta incerteza, por melhor notícia que seja, ela fica um tanto apagada.
De maneira surpreendente, o tempestuoso setembro teve, nos dois últimos dias, um alívio: a Arábia Saudita anunciou que o oleoduto Leste-Oeste voltou a operar (ele estava inoperante deste um ataque com drones ocorrido ainda no início do mês). Com isso, as exportações de petróleo bruto no Oriente-Médio voltaram a um patamar próximo ao dos níveis pré-guerra. Para os derivados, especialmente o óleo diesel, nada parecido ocorreu ainda. Mais uma notícia boa que parece ofuscada pela maré de revezes.
Sob a ótica de juros, o mercado esteve atento aos títulos do Tesouro americano. O yield do Treasury de 10 anos atingiu 5,3% ao ano – maior nível desde 2002 – e renovou tal recorde sucessivas vezes ao longo do mês.
Isso gerou nos investidores uma expectativa de aumento de juros pelo Fed – até 29/9, segundo o FEDWatch Tool, 71% dos investidores apostavam em um novo aumento dos juros americanos na reunião do Fed deste mês. Mas, no fim do mês, o sentimento do mercado mudou, como as nuvens que passam. Dados do PCE sobre a inflação vieram abaixo do esperado. Somando-se a essa notícia, vieram na sequência as falas de John Williams (presidente do New York Fed) que enviaram sinais dovish ao mercado. Em 30/9, o FEDWatch registrou que 65% dos investidores passaram a acreditar em manutenção da taxa de juros atual. Como se vê, opinião do mercado e biruta de aeroporto têm mais em comum do que se suporia.
A expectativa de que o Fed deixe os juros onde estão respingou no fluxo estrangeiro para as economias emergentes ao final do mês. Na B3, após uma saída de R$ 18,1 bilhões em agosto, setembro fechou com saldo positivo de R$ 8,8 bilhões de entrada de capital estrangeiro.
Tal como o clima está sujeito a diversas intempéries, o universo dos investimentos também é regido por uma confluência de vários fatores. Juros nos EUA, eleições, geopolítica, petróleo, pressões inflacionárias e o próprio clima influenciam indiretamente a expectativa dos investidores sobre o retorno dos ativos.
No estaleiro Trígono, construímos embarcações – nosso portfólio – capazes de navegar qualquer clima, atravessar qualquer tempestade. Nosso processo de alocação é bottom-up: selecionamos empresas de qualidade, com boa governança, fundamentos sólidos e que geram valor no tempo. Fatores macroeconômicos são para uma segunda derivada. Temos a convicção de que, no longo prazo, fundamentos prevalecem sobre tempestades momentâneas.
Trígono Delphos Income FIC FIA (CNPJ: 29.177.024/0001-00)
No último mês, o Delphos teve retorno de 0,1%. É quase imóvel – ainda mais se comparado aos 4,5% do IDIV. No ano, o fundo está no lado negativo (-20,5%), enquanto o benchmark está no lado positivo (13,2%). Desde o início do fundo (abr/2018), o retorno total acumulado é de 106,3%; o referencial entregou no período um retorno maior: 193%.
No fundo, o setor de maior retorno no mês foi de Construção (0,6%), impulsionado por Eucatex (materiais) e Tenda (Construtora e Incorporadora). O setor financeiro contribuiu com avanço de 0,4%. No lado do benchmark, a maior concentração do IDIV no setor Financeiro trouxe retorno expressivo: decompondo o retorno de 4,5% do referencial, cerca de 3 p.p. vieram de instituições financeiras.
Na ponta negativa, Químicos e Petroquímicos puxaram para baixo (-0,6%), impactado que foi por Tronox principalmente.
A carteira do Delphos segue fiel ao método de seleção: foco em empresas com capacidade de distribuição de dividendos, geração de caixa consistente e balanços sólidos.

Trígono Flagship Small Caps FIC FIA 60 (CNPJ: 29.177.013/0001-12)
Em setembro, o Flagship 60 trouxe retorno positivo de 1,5%, mas ficou atrás do benchmark, que entregou 5,2%. No acumulado anual, a janela segue desafiadora para a estratégia: o fundo tem retorno negativo de 17,5%; o referencial também trouxe retorno negativo, mas menor (-1,6%). Desde seu início, o diferencial permanece nítido: o Flagship acumula retorno de 140,7% ante 29,4% do índice SMLL (cerca de 110 p.p. de alfa).
No Flagship, o principal destaque no mês foi o setor de Bens de Capital (1,6%), desempenho impulsionado principalmente por Tupy – que teve 8,3% de ganho. O impulso veio com a retomada do ciclo de veículos pesados nos EUA e pela boa recepção do mercado à nova diretoria, liderada pelo novo CEO, Harro Burmann (que “chegou chegando”, com muitas alterações na diretoria e na gestão da companhia).
O pior desempenho em setembro no fundo veio da Agropecuária (-1%). Destaque fica com a 3Tentos (-0,8%), que refletiu preocupações conjunturais do mercado com o pilar industrial da companhia (que apresentou margens espremidas na última divulgação de resultados). Também houve um evento muito envolvendo a divulgação seletiva de prévias de resultados operacionais por parte de algumas corretoras. A reação por parte de investidores relevantes foi muito (e compreensivelmente) negativa.
Apesar do cenário desafiador para small caps ao longo do ano, seguimos convictos das teses e na disciplina do processo. Mantemos nosso foco em empresas que combinem os pilares i) EVA (Economic Value Added); ii) Dividendos; e iii) ESG.

Trígono Parthenon FIC FIA (CNPJ: 52.924.585/0001-30)
Em setembro, o Parthenon teve queda de 1,8%, contra retorno positivo de 5% do Ibovespa. No ano, o fundo tem retorno positivo de 3,4%, ante 15,7% de ganho do benchmark. Desde o início do fundo (nov/2023), o ganho acumulado é de 31,6%, contra 46,8% do índice de referência.
O melhor retorno no fundo no mês veio do setor de Consumo Discricionário (0,8%), impulsionado por Vibra Energia (que subiu 6,7%), refletindo o excelente momento operacional da empresa. Na contramão vieram Agronegócio (-0,5%) e Indústria Rodoviária (-0,6%), puxados por 3Tentos e Marcopolo, respectivamente.
Continuamos convictos da qualidade da estratégia Parthenon, que combina mid e large caps, com foco em selecionar empresas maduras, de boa governança, alta liquidez, geração de caixa consistente, e que apresente vetores claros de crescimento.

Trígono Verbier FIC FIA (CNPJ: 08.968.733/0001-26)
Em setembro, o Verbier teve ganho de 2%, ante os 5% de ganho do Ibovespa. No acumulado anual, a janela segue desafiadora: queda de 7%, ante o retorno positivo de 15,7% do benchmark. Desde seu início (abr/2018), o fundo tem retorno acumulado de 134,4%, próximo dos 138,5% do índice de referência.
Em termos de contribuição mensal, Construção (1,2%) e Bens de Capital (0,8%) foram os destaques positivos, impulsionados respectivamente por Eucatex e Metal Leve. No lado negativo, Agronegócio pesou (-0,5%), principalmente devido à queda de 3 Tentos.
Seguimos convictos da qualidade das teses de longo prazo na estratégia Verbier, que não tem limitação em seu universo de investimento: são elegíveis de micro a large caps, de modo a sempre buscar as melhores oportunidades independentemente do valor de mercado das empresas.

Trígono 70 Previdência FIC FIM (CNPJ: 33.146.130/0001-96)
Em setembro, o Trígono 70 Previdência teve retorno positivo de 0,8%, valor próximo do acumulado de 1% do CDI. No ano, a janela segue desafiadora: o fundo apresenta queda de 0,7%, ante ganho acumulado de 10,5% do CDI. Desde o início do fundo (set/2019) o retorno total foi de 84,4%, pouco abaixo dos 94,2% do benchmark.
Do ponto de vista setorial, o melhor desempenho veio do setor de Bens de Capital (1%), impulsionado por Tupy (com seu ganho de 8,3%). No lado negativo, pesou o setor de Mineração (-0,3%) devido à queda do papel de Aura Minerals.
A estratégia 70/30 segue seu papel de gerar retorno através de empresas de valor e fundamentos sólidos para uma estratégia previdenciária de longo prazo. São 70% de exposição em renda-variável e 30% de exposição em renda-fixa.

Trígono Icatu 100 FIA PREV (CNPJ: 35.610.342/0001-08)
No último mês, o Trígono Icatu 100 teve retorno positivo de 1%, contra os 5% do Ibovespa. Na janela anual, o fundo entrega retorno negativo de 2,2%, contra belos 15,6% do referencial. Desde seu início (jul/2020) o Icatu 100 teve retorno total acumulado de 68%, ante 85,5% do benchmark.
Em setembro, a principal contribuição positiva veio do setor de Bens de Capital (1,1%), impulsionado pelo retorno de Tupy (já destacado acima). No lado negativo, pesou Agronegócio (-0,6%), também aqui afetado por 3Tentos.
A carteira do Trígono Icatu 100 segue fiel ao mandato de previdência 100% alocado em renda variável. A estratégia busca exposição concentrada no universo de micro e small caps, de modo a proporcionar baixa sobreposição em relação aos pares do segmento previdenciário.

Trígono ICATU 70 Previdenciário FIC FIA (CNPJ: 49.459.345/0001-05)
Em setembro o Trígono Icatu 70 andou de lado: o retorno foi de 0,1%. O do Ibovespa, como vimos, foi de 5%. No acumulado anual, o fundo tem 1,6% de retorno (aquele, 15,7%). Na janela de maior prazo, desde seu início (mai/2023) o fundo tem retorno acumulado de 12,9%, contra 69,2% do Benchmark.
No mês, a principal contribuição positiva veio do setor de Bens de Capital (0,8%), com a Tupy. Pelo lado negativo, pesou o setor de Agronegócio (-0,6%), puxada, de novo, por 3Tentos.
Com a estratégia 70/30, o Trígono Icatu 70 mantém o foco em gerar retorno através de empresas de valor e fundamentos sólidos para uma estratégia previdenciária de longo prazo. São 70% de exposição em renda-variável e 30% em renda-fixa.

Trígono Power & Yield 100 FIC FIA (CNPJ: 40.265.153/0001-85)
Em setembro, o Power & Yield entregou 0,6% de retorno, bem abaixo dos 6,3% do benchmark. Na janela anual, o retorno acumulado do fundo é de 4,8%, ante 8,6% do IEE. Na janela mais longa, desde seu início (fev/2021), a rentabilidade do fundo é de 59,9%, pouco menos que os 62,2% do referencial.
A principal contribuição do fundo no mês veio de ações diretamente ligadas ao setor de geração de energia: Celesc (0,8%), Copel (0,8%) e EMAE (0,7%). No lado negativo, pesou o Agronegócio (-0,7%), com a 3Tentos.
O Power & Yield 100 segue acumulando retorno de maneira consistente, reforçando a proposta de um Portfólio focado no ecossistema de energia e setores correlatos. Apesar de sensível aos temas geopolíticos atuais, acreditamos que o setor continua atrativo e oferece estruturalmente boas oportunidades para o longo prazo.

Trígono Horizon Microcap FIC FIA (CNPJ: 43.104.134/0001-65)
O Horizon teve um mês positivo, com avanço de 5,2%, em linha com o SMLL (5,2%). Nas janelas mais longas, a vantagem relativa segue ampla: no acumulado de 2026, o fundo sobe 7,8%, contra queda de 1,6% do SMLL (alfa de 9,4 p.p.) Fica evidente a capacidade da estratégia em selecionar ativos com bom momento operacional e excelentes fundamentos, mesmo com um “pano de fundo” bem desafiador para a classe de micro caps. Em 12 meses, o fundo valorizou 18,9%, ante 1% do índice; e, desde seu início (set/2021), o Horizon acumula 19,4% de ganho, contra recuo de 20,3% do SMLL (quase 40 p.p. de alfa acumulado).
Não houve destaque negativo relevante no mês passado para o Horizon. Já do lado positivo, veio o setor de Tecnologia (1,4%), com destaque para Bemobi. A estratégia da companhia em pagamentos tem se refletido em crescimento de dois dígitos há vários trimestres e conseguido novos clientes relevantes: Hapvida, Qualicorp, Aegea e Vitru. Serviços Educacionais e Construção (ambos com 1,3% de ganho), também contribuíram para o desempenho de setembro.
Seguimos concentrados em empresas pouco cobertas e mal precificadas, com disciplina de processo e horizonte de médio e longo prazos. Estamos convictos de que uma eventual reprecificação das small caps tende a beneficiar essas companhias.

Trígono Dynamic FIA (CNPJ: 41.063.457/0001-22)
Quanto ao nosso long biased, o Dynamic teve valorização de 3,9%, ante os 5% do Ibovespa. O fundo ficou, assim, 1,1 p.p. abaixo do índice de referência em um rali concentrado em bancos e grandes nomes domésticos (Petrobras e Itaú) e do qual participou apenas parcialmente. No acumulado de 2026, avança 8,6%, contra 15,7% do IBOV; em 12 meses, entrega 24%, ante 27,4%; e, desde seu início (mar/2021 como clube; como FIA, a partir de fev/2025), acumula 384,5% de ganho, contra 65,2% do índice (um alfa de 319 p.p.)
Pelo lado positivo, o setor Farmacêutico (1,6%) liderou, com Hypera, Panvel e Blau. Locação de Veículos (1,1%), Tecnologia (0,7%) e Educacional (0,7%) foram outros setores importantes para o mês. Na ponta negativa, Transporte e Logística (-0,8%), Serviços Financeiros (-0,7%) e Agricultura e Agronegócio (-0,5%) foram os que mais pesaram. A parte vendida que é usada como “funding” em parte da carteira (até 15%), através de índices (BOVA11 e SMAL11), somou -0,8%.

Werner Roger, Sócio-Fundador & CIO Trígono Capital
Equipe da Trígono Capital
Renda Variável
Pedro Carvalho, CGA
Guilherme Cambraia, CFG




