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      Investimentos de Impacto no Brasil

      Sabe aquela famosa frase “Dinheiro não traz felicidade”? Bobagem! Quando se fala em Investimento de impacto, o dinheiro existe exatamente para trazer felicidade. Tanto pra quem mobiliza o capital, quanto para quem aplica e mais ainda para quem recebe os recursos. É um círculo virtuoso que gira em torno do bem!

      O investimento de impacto busca conciliar resultado econômico com a possibilidade de gerar impacto social ou ambiental positivo quantificável.

      Embora esteja profundamente ligado ao ambiente ESG, o investimento de impacto guarda suas peculiaridades.

      “São duas coisas completamente diferentes que trabalham para um objetivo comum. O ESG está preocupado com a forma com que uma coisa é feita; o Impacto diz respeito ao que é feito. Desta forma, um modelo de negócio de impacto não tem a ver com mitigação de riscos e impactos, tem a ver com a promoção de um impacto positivo intencional no core business da atividade da empresa”, afirma Daniel Izzo, CEO da Vox Capital, gestora de investimentos de impacto. A Vox é pioneira do mercado com o lançamento do primeiro fundo de investimento de impacto do Brasil, em 2012.

      O investimento de impacto pode ser feito em muitas classes, setores e regiões de ativos, sendo que o capital investido financia soluções para problemas sociais e ambientais como: moradia, saúde, educação, agricultura sustentável, energia renovável, conservação ambiental, acesso a crédito, etc.

      Para Marina Cançado, diretora de Sustainable Wealth da XP Inc e fundadora da Converge Capital -conferência que discute investimento de impacto-, é possível investir desde em fundos de ações que invistam em empresas que estejam rumando para uma economia de baixo carbono, até aplicar em dívida corporativa nos chamados “green bonds” e “blue bonds”, tipos especiais de emissões.

      O objetivo é dar retorno ao acionista, mas, principalmente, fazer o bem para a sociedade e o meio ambiente.

      O conceito abrange uma série de variáveis, mas pode ser definido por meio de quatro componentes principais, de acordo com o GIIN Investors’ Council.

      1. Intencionalidade: O investimento de impacto é marcado pelo desejo intencional de contribuir para um benefício social ou ambiental mensurável. Os investidores de impacto visam resolver problemas e abordar oportunidades. Isso é o que diferencia o investimento de impacto de outras abordagens de investimento que podem incorporar considerações de impacto. O que vai moldar o modelo de negócios é o desejo genuíno de fazer o “algo a mais”. O investimento de impacto quer garantir que o dinheiro promova reais mudanças na sociedade e/ou no meio ambiente.
      2. Mensurabilidade: Os investimentos de impacto não podem ser projetados com base em palpites; precisam usar evidências e dados, quando disponíveis, para conduzir um projeto de investimento inteligente. Atualmente, 81% dos investidores medem o impacto de seus investimentos.
      3. Gerenciamento do desempenho: O investimento de impacto vem com uma intenção específica e exige que os investimentos sejam administrados de acordo com essa intenção. Isso inclui ter ciclos de feedback em vigor e comunicar informações de desempenho para apoiar outros na cadeia de investimento para gerenciar o impacto.
      4. Crescimento da indústria: Os investidores usam termos, convenções e indicadores compartilhados do setor para descrever suas estratégias, metas e desempenho de impacto. Eles também compartilham aprendizados, para permitir que outros entendam sobre o que realmente contribui para o benefício social e ambiental.

      Eis algumas definições de players nacionais sobre Investimento de impacto:

      “Negócio de Impacto é aquele em que o modelo de negócios é capaz de sustentar financeiramente a intencionalidade de impacto da empresa.” (Inovativa Brasil)

      “São empresas que oferecem, de forma intencional, soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda.” (Artemisia)

      “Um negócio de impacto social nasce da intencionalidade, é desenhado na teoria da mudança, validado no modelo de negócio e comprovado na medição de impacto.” ( Vox Capital)

      Investimentos de Impacto X ODS da ONU 

      70% dos investidores de impacto alinham suas estratégias aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A Agenda 2030, lançada em 2015, é um plano de ação para tornar o mundo sustentável. Ela prevê que os governos, o setor privado, a sociedade civil e os investidores compartilhem responsabilidades.

      Os ODS buscam assegurar os direitos humanos, acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros grandes desafios de nossos tempos, a saber:

      • 2 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.
      • 2 bilhões de pessoas não têm acesso a medicamentos vitais, mas os gastos globais com saúde giram em torno de US $ 8 trilhões anualmente.
      • As emissões de CO2 de combustíveis fósseis e indústria pesada continuam inabaláveis, intensificando a emergência climática.
      • A poluição do ar será responsável por até 9 milhões de mortes prematuras e custará US $ 2,6 trilhões anualmente até 2060.
      • Em média, as mulheres ganham 47% menos do que os homens.
      • A produção global de resíduos será quase o dobro do crescimento populacional em 2050.

      Desde seu lançamento, os ODS ganharam força nos mercados de capitais e os investidores estão cada vez mais preocupados em integrar os fatores ESG em sua estratégia de investimento.

      Os objetivos da agenda 2030 passaram a ser uma espécie de bússola que norteia inúmeros negócios de impacto.

      Em 2018, a Rede Global de Investimento de Impacto (GIIN) publicou o relatório: Financiando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Investimento de Impacto em Ação. O documento reconhece o poder dos mercados financeiros de abordar questões sociais e ambientais globais que colocam em risco um futuro próspero. Aborda também a força da mobilização de capital para a geração de impactos positivos.

      O relatório mostra o potencial do investimento de impacto para catalisar o progresso em direção aos ODS.

      O relatório também reitera a necessidade dos investidores de impacto levantarem e direcionarem novos capitais para alcançar os 17 ODS até 2030.  Para atingir as 169 metas da Agenda 2030, seriam necessários pelo menos US$ 7 trilhões anuais.

      Uma série de estudos de caso ilustra a evolução de abordagens de investidores de impacto que direcionam capital para os ODS. Os investidores mostram como direcionar e incorporar proativamente os ODS ao longo do ciclo de investimento. Isso inclui a terceirização e due diligence, seleção, estruturação e gerenciamento de investimentos e saídas.

      Uma estratégia de investimento de impacto na igualdade de gênero, por exemplo, busca empresas que contribuam para a promoção da participação feminina no ambiente de trabalho. Já uma estratégia de economia circular tem como alvo as empresas envolvidas no enfrentamento do atual modelo econômico linear de “fazer e descartar”, com vistas a substituí-lo por um modelo voltado para a reciclagem e reutilização.

      Mercado em expansão 

      O termo “negócios de impacto” é recente, sempre esteve associado aos fundos de pensão ou grandes fortunas. Mas agora a discussão chega mais perto do investidor pequeno, sobretudo em razão da pandemia, que forçou as pessoas a desviarem o foco do próprio umbigo e terem mais empatia, repensando seu papel na sociedade para construção de um mundo melhor.

      É um segmento mais conhecido no meio de startups, que recebem aportes de fundos de investimento de private equity e venture capital.

      Os jovens têm um papel fundamental neste movimento, pois cerca de US$ 30 trilhões passarão para as mãos da próxima geração de herdeiros. Um dos expoentes do setor é

      Justin Rockefeller, de 40 anos, herdeiro da tradicional família americana, que construiu seu império à base de petróleo e gás. Justin é fundador do The Impact, grupo que ajuda famílias a fazer investimentos com impacto.

      Especialistas dizem que em pouco tempo o investimento de impacto vai ampliar suas fronteiras, na esteira do aumento observado em relação ao investimento sustentável.

      Segundo dados do Global Sustainable Investment Alliance, a indústria de investimento responsável já chega a US$ 31 trilhões no mundo, o que representa 36% dos ativos financeiros totais sob gestão.

      O maior fundo de pensão do mundo, o do governo do Japão, sinalizou em 2018 que quer chegar a ter 10% de seu patrimônio, que hoje está na casa de US$ 1,6 trilhão, em investimentos que gerem impacto socioambiental.

      A emissão de dívida atrelada a projetos ambientais e sociais está disparando em toda a América Latina. Só este ano, empresas da região já emitiram US$ 8,7 bilhões em papéis com essas características no mercado internacional, contra US$ 10,8 bilhões em todo o ano passado.

      Dentro desse montante de investimento responsável, o investimento de impacto responde por cerca de US$ 500 bilhões sob gestão, em um dado de 2018. São cerca de 1.300 organizações financeiras que aplicam nesses ativos.

      No Brasil, o volume de emissões de títulos de dívida ligados a princípios sustentáveis foi de US$ 2,2 bilhões para US$ 5,3 bilhões nas emissões acumuladas em 2020, um salto de 140%.

      Por aqui, a maioria das grandes instituições financeiras já oferece pelo menos algum tipo de produto que envolva as temáticas sustentabilidade e impacto socioambiental. O BTG Pactual, por exemplo, lançou no início de 2020 uma área inteira voltada para investimentos sustentáveis e de impacto.

      De acordo com levantamento da Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE), em 2014 o Brasil tinha 22 investidores de impacto; em 2016 chegou a 29; e em 2019, atingiu 34 investidores. Considerando os 28 que informaram o volume de ativos sob gestão (AUM) no país, o total investido chega a US$ 785 milhões.

      O crescimento contínuo desmente a falácia de que investimento de impacto não dá lucro.

      O índice global de ações MSCI ESG Sustainable Impact Metrics, que acompanha 8.500 companhias envolvidas na temática de impacto socioambiental, teve um retorno de 24,8% em 2019, muito próximo do índice geral de ações, o MSCI ACWI, que teve ganhos de 26,6%.

      Quando os dois índices são avaliados em um espaço maior de tempo, em três anos (2017-2019), o ESG Sustainable Impact sai na frente, com lucro de 8,24% anualmente em comparação a 5,19% do ACWI. Em um horizonte ainda mais longo, desde 30 de novembro de 2015, quando o ESG Sustainable Impact foi criado, novamente ele ganha, com resultado positivo de 9,95% na média por ano ante 7,21% do índice geral.

      Desempenho na pandemia 

      Durante a pandemia, o índice de impacto foi também melhor do que o geral: subiu 1,85% no trimestre de março e maio, acumulando nos cinco primeiros meses do ano queda de apenas 0,91%, enquanto o MSCI ACWI perde 0,07% no trimestre analisado e soma retorno negativo de 9,16% em 2020.

      Cerca de um quarto (28%) do volume de recursos investidos no país foi direcionado a empresas do setor de manufatura, seguido por agricultura e alimentos (13%) e saúde (11%).

      Considerando o número de operações, destacam-se educação (23%), TIC (13%) e agricultura (13%). Os setores que receberam a maior proporção de fundos investidos foram TIC (30%), microfinanças (16%), serviços financeiros (9%) e saúde (9%).

      Para quem é do bem!

      Embora os resultados de retorno financeiro estejam tornando a modalidade atraente, especialistas defendem que investimento de impacto não é para qualquer um. Tem que ter um propósito genuíno de ir buscar soluções que cada vez mais causam impacto e com uma visão de longo prazo. Uma real preocupação com mais equidade, mais abundância para todo mundo. A lógica é inversa à do mercado tradicional que prega acumulação e concentração de renda.

      Foi movido pela necessidade de ter satisfação no trabalho, propósito de vida, e de deixar um legado, que Leonardo Letelier decidiu empunhar a bandeira do investimento de impacto.

      MBA pela Harvard Business School e Engenharia de Produção pela USP, ele já acumulava oito anos de experiência na consultoria McKinsey, quando sentiu que poderia usar o capital para fazer o bem e transformar a vida das pessoas.

      Fundou a Sitawi Finanças do Bem, com o objetivo de fazer empréstimos a ONGs e Negócios de Impacto. Entrou de cabeça, a ponto de emprestar 150 mil reais de suas próprias economias para duas instituições: a Solidarium, que fomentava uma rede de artesãos; e a Daspu, grife de uma ONG carioca em favor da cidadania de prostitutas.

      Com esses dois investimentos, Leonardo conseguiu acabar com a desconfiança de potenciais doadores e destravar as doações. Desde a sua fundação, há 11 anos, a Sitawi já atendeu a mais de 100 organizações e negócios. Nos últimos três anos, mobilizaram mais de X milhões de reais. A Sitawi recebe doações de PF e PJ, gerencia e empresta o dinheiro para instituições e empresas selecionadas com base em critérios como impacto social gerado, capacidade de pagamento, “fibra ética da liderança” e dificuldade de acesso a crédito.

      O dinheiro volta para a Sitawi com juros, é reinvestido em novos negócios e usado na manutenção do trabalho. Os juros são de 1% ao mês e o prazo de pagamento varia de 12 a 36 meses. O valor mínimo emprestado é de 60 mil reais. Mas a Sitawi não quer apenas emprestar dinheiro mais barato. Além da captação de dinheiro para alavancar as operações e aumentar a escala do seu impacto, os empreendedores selecionados têm acesso a mentoria e acompanhamento personalizado para que o negócio vá adiante.

      Leonardo se orgulha muito de citar o exemplo da Coopsertão, uma cooperativa que gera renda ao tempo em que restaura a caatinga por meio da produção agroecológica; so em 2018, foram produzidas 50 toneladas de polpa de fruta.

      A Sitawi também trabalha com gestão de fundos filantrópicos, possibilitando o co-investimento de doadores nacionais ou internacionais. A Sitawi gerencia o fluxo financeiro entre as empresas e as causas sociais, simplificando trâmites e otimizando o processo. Só em 2018, foram geridos 12 fundos que mobilizaram R$ 6 milhões e beneficiaram 33 organizações.

      No seu braço comercial, a Sitawi aconselha investidores, financiadores, empresas e governos a incorporar questões ambientais, sociais e de governança nas decisões de alocação de capital, de modo a aguçar o olhar para questões sociais e ambientais e a pensar em como fluir seu capital para atuações de impacto positivo. Em 2020, a SITAWI apoiou 23 gestoras de recursos a estruturarem suas abordagens ESG de investimento responsável e de impacto, permitindo que elas realizassem a integração ESG como modo de aperfeiçoar sua estratégia de investimentos e captação de recursos.

      Em mais de 20 anos dedicados a dar “dignificar” o capital, Leonardo faz jus ao nome da instituição que criou: Sitawi significa “crescer, florescer”, em suaíli, língua banto falada no Leste da África.

      A parceria que se inicia entre a Trígono Capital e a Sitawi tem tudo para desabrochar!

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