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      Pegada de Carbono

      Quando fui convidada para participar da live que iria anunciar a pegada de carbono da Trígono Capital, eu me perguntei:
      -Mas o que uma gestora de ativos tem a ver com os gases de efeito estufa emitidos pelas empresas de sua carteira?
      Qual não foi minha surpresa ao tomar conhecimento de alguns aspectos interessantes neste esforço de inventariar as emissões!
      Uma gestora como a Trígono detém determinada participação no capital em cada uma das empresas investidas. Desta forma, lhe é imputada de maneira indireta uma parcela de responsabilidade pelas emissões de GEE daquelas companhias. A pegada de carbono neste caso é contabilizada considerando esta participação como um fator de atribuição. A somatória das emissões assim atribuídas forma a referida pegada de carbono.

      “Não podemos exigir que as companhias abracem a agenda ESG e descarbonizem seus processos produtivos, sem que a própria gestora mensure sua pegada de carbono e busque compensar suas emissões de gases de efeito estufa”, afirma Werner Roger, sócio fundador da Trígono.

      De outra parte, quando uma gestora decide contabilizar as emissões de gases de efeito estufa de sua carteira, ela mostra ao mercado que está preocupada com o combate às mudanças do clima, uma vez que há uma correlação entre o nível de emissões de GEE e o aquecimento global. Essa preocupação se traduz em melhora da reputação da gestora. Há ainda o benefício de influenciar as empresas investidas no aprimoramento da governança ambiental, especialmente na gestão de carbono.

      “Os investidores quando olham esse tema da pegada de carbono, impulsionam as empresas investidas a agir com mais motivação para reduzir suas emissões, e sua ação estimula a criação de standards e metodologias específicas para o setor. É o poder que o investimento tem de influir na gestão”, analisa o consultor Roberto Marin.

      Além disso, o inventário de emissões feito por uma gestora pode ser utilizado pelos integrantes independentes dos conselhos de administração para persuadir a alta liderança da empresa a buscar soluções de mitigação de carbono. A Trígono tem tradição em indicar tais conselheiros.

      Um inventário ainda ajuda no bom relacionamento com clientes e parceiros, além do reconhecimento das partes interessadas no negócio, o que permite a atração de investidores.

      Se o relatório for bem consolidado, pode ir além da conformidade legal e gerar muitas oportunidades como inovação; aumento da competitividade; melhoria da reputação e eficiência; redução de custos operacionais; alinhamento com as melhores práticas de sustentabilidade e gestão ambiental. Há, portanto, um incremento na visibilidade comercial dentro e fora da empresa.
      Em suma, o registro público das emissões tem auxiliado os agentes privados e públicos na definição de estratégias para mitigação dos gases de efeito estufa. E acaba por evidenciar as empresas entre os consumidores, cada vez mais atentos à responsabilidade socioambiental corporativa.

      Trata-se de uma tendência mundial. O Carbon Disclosure Project (CDP) incentiva as empresas a divulgarem suas emissões de gases de efeito estufa e estratégias de mudanças climáticas, a fim de estabelecer metas de redução e melhorar seu impacto ambiental.
      E as empresas brasileiras estão batendo recorde de pedidos de inventários de emissões de gases de efeito estufa.

      Dados do Programa Brasileiro GHG Protocol, o maior banco de dados de inventários corporativos da América Latina, desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, mostram que o número de registros públicos de emissões mais do que dobrou entre 2018 e 2019. Foi de 73 empresas para 153. De maneira voluntária, 156 empresas sediadas no Brasil publicaram em setembro do ano passado, seu relatório de emissões. Essas companhias respondem por 7,8% das emissões no país. Destas, 33 empresas são de grande porte como Petrobras e Vale, cada vez mais cobradas a aderir à cultura corporativa de mensuração, publicação e gestão voluntária de emissões. A plataforma online para consulta e publicação de inventários está disponível no site www.fgv.br/ces/registro.

      Somadas, as emissões diretas das 35 empresas correspondem ao estoque de carbono de 356 milhões de árvores da Amazônia.
      A estimativa dos especialistas é que haja um crescimento ainda maior nos próximos anos porque as companhias finalmente entenderam que a solicitação de um inventário de carbono não significa gasto. Significa investimento. É um mecanismo que impacta os processos internos da empresa e toda a cadeia de valor, melhora a empresa em questões econômicas, ecológicas e políticas.
      A gente observa que o mundo todo está se voltando para uma economia de baixo carbono e as empresas que saírem na frente, quantificando suas emissões, ganham vantagens competitivas e de negociação.
      Existe toda uma demanda da sociedade por produtos e serviços ambientalmente responsáveis e isso tem pressionado as companhias a mostrarem sua parcela de responsabilidade por um planeta mais limpo.
      Os consumidores podem optar por marcas que tenham pegadas menores e que tenham projetos para diminuir o impacto no planeta.

      “A iniciativa pretende ser o primeiro passo na preparação das companhias para os futuros marcos regulatórios de mitigação dos impactos ambientais das cadeia produtivas e de adaptação às exigências legais de programas nacionais para gestão ambiental e mudança climática”, afirmou Raquel Biderman, coordenadora adjunta do GVces.

      Pegou bem para a Trígono!

      Pois bem! A pegada de carbono da Trígono foi mensurada pela ATA Consultoria em Sustentabilidade e Valor, empresa especializada em desenvolver políticas corporativas de sustentabilidade, gestão de carbono e redução da pegada hídrica, com foco na geração de valor. O relatório se baseou nos dados fornecidos pelas empresas investidas e em estimativas de volumes operacionais de cada empresa. 43% das companhias realizam seus próprios inventários de gases de efeito estufa. O inventário da Trígono concluiu que cerca de 20% das empresas investidas respondem por 80% das emissões atribuídas a gestora, sendo Ferbasa, Tupy, Simpar as mais intensivas em CO2.
      A Trígono foi responsável pelo lançamento de 48.828 tCO2 na atmosfera no ano de 2020. Isso representa uma milionésima parte do volume de CO2 que é lançado anualmente na atmosfera, ou seja, cerca de 50 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Mas se quiser neutralizar suas emissões de carbono, terá que desembolsar cerca de R$ 5 milhões de reais em projetos de compensação ambiental!
      “Estamos prontos para comprar créditos de carbono a fim de compensar nossas emissões. Trata-se de uma contribuição relevante no alinhamento da geração de valor através da transição para uma economia de baixo carbono e da atuação empresarial responsável”, reforçou o Werner. ELE FALOU QUE VAI COMPRAR.

      O tema “Mercado de Carbono” é controverso. E foi motivo de boa discussão na live. A comercialização de carbono é tida como uma forma de mitigar o aquecimento global, dando aos países e empresas que emitem menos carbono a possibilidade de vender títulos (os créditos de carbono) para aqueles que não conseguiram atingir suas metas de redução de emissões. Ocorre que este mecanismo vem sofrendo críticas por ser, na visão de alguns especialistas, uma licença para poluir. “Esta visão é limitada, dispara Ricardo Neuding, fundador da ATA. O mercado de carbono é o mecanismo de menor custo para a transição rumo a uma economia sustentável. Não adianta exigir que as empresas se tornem carbono neutro de uma hora pra outra. Essa é uma jornada. E os mercados de carbono empurram nessa direção porque geram oportunidades que compensam gastos.”

      Em linha com essa tendência de descarbonização, os investidores também estão ajustando suas carteiras. A maneira mais simples de fazer isso parece ser alienando as empresas de combustíveis fósseis de suas carteiras. No entanto, como há um comprador do outro lado de cada transação de venda, isso não elimina o problema. Uma alternativa eficaz é se envolver com empresas intensivas em carbono para tentar cortar as emissões na fonte. Outra forma de reduzir a pegada de carbono das carteiras é por meio de investimentos de impacto. Isso pode ser alcançado, por exemplo, subponderando os grupos da indústria que respondem por mais de 80% da pegada ambiental global, ou seja, energia, materiais, serviços públicos e transporte.

      Mas não basta deixar a tarefa de descarbonizar a economia nas mãos do mercado de capitais e do empresariado. A mudança climática é um problema global e sua resolução requer uma ação conjunta de países, empresas e sociedade civil, demonstrando maneiras práticas e escalonáveis de alcançar uma profunda descarbonização. Para fazer as reduções necessárias, é preciso uma nova abordagem que crie incentivos, com o intuito de desencadear revoluções tecnológicas transformadoras.

      O desafio é tomar medidas que proporcionem grandes cortes nos gases do efeito estufa.

      A descarbonização do planeta é a saída apontada pelos cientistas para chegarmos a 2050 com chance de manter o crescimento da temperatura global em menos de 2ºC, emitindo no máximo 1,6 toneladas de carbono por segundo, contra as 5,2 toneladas emitidas no mundo de hoje. A mudança climática requer atenção urgente: se continuarmos a emitir CO2 nos níveis atuais, em dez anos vamos ultrapassar o limite tolerável, a partir do qual arcaremos com consequências climáticas devastadoras.

      Um plano realista para livrar as economias das emissões de carbono nunca foi tão urgente. A falta dele explica por que as emissões globais aumentaram quase dois terços desde 1990, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas lançou formalmente as negociações que levaram à Convenção sobre Mudança do Clima. As emissões estão aumentando cerca de 2% ao ano e segundo especialistas podemos estar no caminho para 3 graus C ou mais.
      Bem na direção contrária de um estudo da ONU que mostra que as emissões devem cair 8% ao ano para manter o aquecimento em 1,5 graus C.
      Nenhuma grande economia jamais cortou as emissões de gases de efeito estufa tão rapidamente. Não é fácil fazer tais cortes diante dos já estabelecidos sistemas industriais e agrícolas. Talvez isso explique o alto grau de desconfiança a respeito das potências mundiais que tem anunciado planos ambiciosos de descarbonização.

      75 países que representam mais da metade do PIB mundial, têm objetivos líquidos de carbono zero até 2050.

      A União Europeia anunciou um Acordo Verde para ajudar a reduzir as emissões a zero e instituiu multas pelo não cumprimento das metas.

      Nos Estados Unidos, 25 estados formaram a Aliança Climática com um compromisso coletivo de reduzir até 2025 as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em pelo menos 28%, tendo como base os níveis de 2005.

      A China anunciou a meta de neutralidade de carbono em 2060.
      O país asiático, responsável por 28% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, quer eliminar gradualmente qualquer uso convencional de carvão, petróleo e gás até meados do século. Muitos observadores concordam que a China fez progressos consideráveis em relação às suas metas de política climática de atingir o pico de emissões até 2030 e que investe pesado em tecnologias sustentáveis para tornar limpa pelo menos 20% da demanda de energia primária.
      Mas o objetivo de ser carbono zero no prazo estabelecido é tido como ousado demais.

      “É difícil dizer até que ponto vai ser viável no prazo que estabeleceram. A China depende muito de energias fósseis, o descolamento de um modelo baseado em fósseis para um modelo renovável não acontece do dia pra noite, mas não dá para menosprezar a vontade de um governo e da sociedade em fazer a transição para uma economia de baixo carbono. Isso vai significar mudanças de paradigmas, de tecnologias, de hábitos de consumo. Mas eu acho que a conscientização, que é o mais importante, chegou. Afirma Jaime Bunge, diretor de meio ambiente e sustentabilidade da ATA.

      E eu com isso?

      Cada um de nós também tem sua parcela de contribuição na missão de reduzir as emissões, já que quase tudo que a gente faz na vida libera gás carbônico ou algum outro gás de efeito estufa que contém carbono: andar de carro, carregar o celular, ligar a televisão, se alimentar… Desde a fabricação até o uso e o descarte, tudo deixa uma pegada de carbono.
      A boa notícia é que dá para fazer o próprio inventário de emissão de gases, calculando a nossa marca individual.
      Várias instituições já disponibilizam as calculadoras. A calculadora da ONU, por exemplo, considera tipo de moradia, eficiência energética, modo de transporte, consumo de alimentos…
      O WWF-Brasil também disponibiliza uma calculadora.
      A Iniciativa Verde, outra organização do terceiro setor, oferece uma calculadora online. E várias startups já estão oferecendo este serviço. A fintech Moss, por exemplo, lançou uma calculadora gratuita da pegada de carbono pessoal, que estima seu impacto individual no ambiente durante o ano. Você entra no site, clica em “Calcular minhas”, seleciona o local onde mora, responde sinceramente às perguntas sobre seus hábitos, e fica sabendo quanto CO2 você gerou, com a possibilidade de comparar seus resultados com a média global.

      A pegada de carbono média anual por pessoa precisa ficar abaixo de 2 toneladas até 2050. Nos Estados Unidos, a média é de 16 toneladas por pessoa, uma das taxas mais altas no mundo. E aqui no Brasil é de 8 toneladas por pessoa.
      Por fim, você pode decidir se quer compensar seu impacto comprando créditos de carbono. Esses créditos são vendidos pelas próprias startups, que direcionam o dinheiro para projetos ambientais como os de conservação da floresta Amazônica, por exemplo.

      O papel do poder público regulando o mercado também ajudaria bastante nesta missão de redução individual de emissões. “Cada produto que gera efeito estufa precisaria ter na sua composição a descrição da pegada de carbono. Isso levaria o consumidor a comparar marcas e optar por bens que geraram menos CO2. Deveria ser uma imposição governamental, a exemplo do que já ocorre em relação aos eletrodomésticos. Por que não estender essa obrigação a outros produtos como veículos? Um carro que consome um aço chinês tem muito mais carbono que um carro brasileiro, que usa o aço verde, desenvolvido sem tanta emissão de gases de efeito estufa. Essa escolha do consumidor traria uma vantagem competitiva para os produtores e impactaria toda a cadeia de produção”, sugere Werner Roger.

      Confira algumas atitudes que ajudam a reduzir a sua pegada de carbono.

      1. Diminua o consumo de plásticos ou opte por objetos reutilizáveis;
      2. Troque aparelhos que gastam muita energia por outros mais econômicos;
      3. Consuma mais produtos locais e/ou crie uma horta urbana;
      4. Plante árvores;
      5. Conscientize pessoas sobre o tema e ajude a darem o primeiro passo;
      6. Apoie projetos socioambientais; de reflorestamento ou conservação da água.
      7. Fique de olho nas empresas que estão fazendo seus inventários, porque isso demonstra uma preocupação das companhias em assumirem sua parcela de responsabilidade por um planeta mais limpo.

      Reduzir sua pegada de carbono extrapola a questão ambiental de combate às mudanças climáticas. Pode nos ajudar a ter um estilo de vida mais saudável, além de economizar dinheiro. Quer se trate de um ar mais limpo, uma dieta mais saudável ou de uma conta de energia reduzida, pega muito bem quantificar e trabalhar para reduzir seu nível de poluição.

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