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      Por que descarbonizar a economia é um ótimo negócio

      O mantra é uma fórmula mística e ritual recitada repetidamente!

      No caminho de transição para a economia verde, se entoa assim: “reduzir pela metade as emissões globais de gases de efeito estufa até 2030, e chegar a zero em meados do século”.

      A descarbonização da economia é o rumo necessário para os países se protegerem dos impactos negativos das mudanças climáticas.

      Do contrário, dizem os sábios da consciência e da ciência, nada escapará à fúria da natureza. Teremos mais e mais catástrofes, desde o derretimento do gelo até ondas de calor devastadoras e tempestades intensas.

      Descarbonizar também é o melhor atalho para as nações entrarem em uma nova rota de desenvolvimento e crescimento econômico.

      Não à toa, a urgência climática mobiliza um sem número de líderes empresariais e governamentais por meio da campanha Corrida para Zero dos Campeões do Clima de Alto Nível da ONU. A iniciativa global pede às cidades, empresas, investidores e sociedade civil que se comprometam a alcançar zero de emissões até 2050 e apresentem um plano factível antes da próxima Cúpula do Clima da ONU, em 2021.

      Mas como seria este movimento de descarbonização? Um processo pelo qual a política, a tecnologia e o comportamento precisariam mudar em todas as áreas.

      As emissões causadas pelas fábricas e veículos movidos a combustíveis fósseis teriam que ser drasticamente reduzidas, ficando o mais próximo possível de zero.

      Melhorar a eficiência da produção de alimentos, diminuindo a perda e o desperdício; mudar as escolhas alimentares e interromper o desmatamento também têm um potencial significativo para baixar as emissões.

      Os gases de efeito estufa restantes seriam equilibrados com uma quantidade equivalente de remoção de carbono. A remoção de gás carbônico da atmosfera seria necessária para compensar as emissões de setores nos quais é mais difícil chegar a zero emissões, como a aviação. Ela poderia ser alcançada por vários meios, incluindo mecanismos baseados na terra (como restauração de florestas e aumento da absorção de carbono pelo solo) e procedimentos tecnológicos (como captura direta de ar e armazenamento, ou mineralização).

      Esta é uma obrigação de todos, um dever que não conhece fronteiras. Mas que vai exigir um esforço maior dos principais emissores, como os Estados Unidos, a União Europeia e a China, visto que as maiores economias desempenham um papel descomunal na determinação da trajetória das emissões globais.

      Hoje, já temos vinte países ou regiões que adotaram metas de zero carbono por meio de lei ou outro documento governamental: Áustria, Butão, Costa Rica, Dinamarca, União Europeia, Fiji, Finlândia, França, Hungria, Islândia, Japão, Ilhas Marshall, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Cingapura, Eslovênia, Suécia, Suíça e Reino Unido.

      A Unidade de Energia e Inteligência do Clima contabilizou até junho de 2020, 120 países que se comprometeram a trabalhar em metas de zero carbono por meio da Climate Ambition Alliance.

      Vale destacar o exemplo da China, que anunciou na Assembleia Geral da ONU deste ano, a meta de neutralidade de carbono em 2060.

      O país asiático, responsável por 28% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, quer eliminar gradualmente qualquer uso convencional de carvão, petróleo e gás até meados do século. Muitos observadores concordam que o objetivo é um marco significativo.

      “A China não é apenas o maior emissor do mundo, mas também o maior financiador de energia renovável e o maior mercado, portanto, suas decisões desempenham um papel importante em moldar como o resto do planeta progride com sua transição para longe dos combustíveis fósseis que causam as mudanças climáticas”, afirma Richard Black, diretor da Unidade de Inteligência de Energia e Clima do Reino Unido.

      E há motivos para darmos um voto de confiança a tão ousada meta.

      A China implementou mais de 100 políticas relacionadas à redução do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

      Exemplos notáveis incluem uma política de tarifa para geradores de energia renovável, que lhes oferece um preço garantido por sua energia; padrões de eficiência para usinas, veículos motorizados, edifícios e equipamentos; metas para produção de energia de fontes não fósseis; e limites obrigatórios para o consumo de carvão.

      A China adicionou vastas instalações eólica e solar à sua rede e desenvolveu grandes indústrias domésticas para fabricar painéis solares, baterias e veículos elétricos.

      Em 2018, o país foi responsável por 45% do crescimento global na geração de energia renovável, mais do que toda a OCDE.

      O aumento do uso de gás natural foi outra forma que o país encontrou para reduzir suas emissões de dióxido de carbono. Em 2018, se tornou o terceiro maior consumidor mundial de gás natural, depois dos EUA e da Rússia. Comparado ao carvão, o gás natural emite 60% menos carbono durante o processo de combustão.

      No final de 2017, a China lançou o Plano para o Estabelecimento do Mercado Nacional de Comércio de Créditos de Carbono, um esquema de comércio de emissões de âmbito nacional que incentiva as empresas a reduzir as emissões colocando um “preço” no gás carbônico. Desde o seu lançamento, aproximadamente 38 milhões de toneladas de gás carbônico foram comercializadas nos mercados regionais de carbono. Foi um marco profundamente simbólico, visto que os Estados Unidos ainda não adotaram uma política climática nacional baseada no mercado.

      Signatário do Acordo de Paris, selado em 2015, o gigante do oriente já trabalhava com a meta de redução de 90% nas emissões globais de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius.

      A estratégia principal foi a descarbonização das atividades industriais, responsáveis por 30% das emissões mundiais.

      O desafio chinês se aplica ao resto do mundo.

      A descarbonização é uma tarefa difícil, que exigirá uma combinação cuidadosa de estratégias e tecnologias, e vai pesar no bolso, especialmente entre quatro setores que contribuem com 45% de suas emissões de dióxido de carbono: cimento, aço, amônia e etileno.

      A Consultoria McKinsey estima o custo de descarbonizar esses quatro setores em cerca de US$ 21 trilhões até 2050.

      A boa notícia é que a maioria das tecnologias de que precisamos está disponível e são cada vez mais competitivas. A energia solar e a eólica fornecem agora a energia mais barata para 67% do mundo. Os mercados estão acordando para essas oportunidades e para os riscos de uma economia com alto teor de carbono.

      Até empresas de petróleo e gás se comprometem com as emissões zero. Gigantes da energia como Shell, Total e Chevron, estabeleceram recentemente suas próprias metas climáticas. A Repsol, por exemplo, ambiciona em 2050 ver a quantidade de gás carbônico que emite se igualar à quantidade que capta do ar.

      Aqui no Brasil, a tendência é a mesma. A multinacional do ramo da metalurgia Tupy já está trabalhando para trocar sua matriz energética e, assim, avançar no processo de descarbonização dos motores que fabrica. Sua rota rumo às baixas emissões mira no gás natural, biocombustíveis e eletrocombustíveis.

      Nos setores em que a Tupy atua, os caminhões correspondem por 3% das emissões e o setor de máquinas de construção, de mineração e agrícolas são responsáveis por menos de 1%, de acordo com Fernando de Rizzo, CEO da Tupy.

      “Temos um projeto interno de deixar de usar coque e substituir por gás. É experimental, mas nossas emissões de gás carbônico cairiam de 30% a 40% em relação ao nível atual. De material particulado acabariam. O gás natural é muito mais limpo nesse aspecto”, afirmou o CEO da Tupy, durante live da Trígono Capital.

      Segundo o executivo, se o mundo substituir toda lenha, carvão, óleo de navio e gasolina, para os quais já existem alternativas, as emissões cairiam em cerca de 40%. Ele lembra que a produção de eletricidade lidera a emissão de gases de efeito estufa no mundo, sendo responsável por 24% do total, por causa do carvão. Nesse caso, a energia eólica, solar e o gás podem melhorar bastante. Na indústria, a produção de aço, ferro e cimento respondem por 8%.

      Todos os automóveis do mundo produzem 6% dos gases de efeito estufa.

      Mas todo esse frenesi de compromissos com o meio ambiente, por parte de governos e empresas, tem levantado dúvidas entre os ativistas ambientais, que alegam greenwashing.

      Para muitos especialistas, essa desconfiança não faz sentido, uma vez que definir metas de redução de carbono resulta em operações mais eficientes, redução de custos, novas margens, menor risco para os acionistas da empresa, para investidores, e representa uma vantagem competitiva.

      “Precisamos proteger nossos ativos futuros dos riscos climáticos!”

      Eis o mantra do mercado.

      Versão em PDF.

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