RESENHA EXTRA – MARÇO 2020

18 mar 2020

 

Prezados investidores,

Gostaríamos de posicioná-los a respeito dos efeitos do COVID-19 em nossas carteiras, já que temos recebido inúmeros questionamentos.

Como já havíamos comunicado na Resenha mensal de fevereiro, na Palavra do Gestor, seção Estratégia, o perfil profissional do Gestor com 25 anos de experiência em crédito, implica num viés conservador na seleção das empresas em relação a qualidade de crédito das mesmas, ou seja, a solidez financeira de seus balanços e perspectivas. Tais empresas não só atendem aos requerimentos de bancos e investidores de dívida corporativa, mas também como investimentos em renda variável.

Desde o segundo mandato presencial de Dilma Rousseff, seguido das incertezas eleitorais em 2017 e mais recentemente, incertezas relacionadas à Reforma da Previdência Social, combinado com a guerra comercial deflagrada pelo presidente Trump contra a China, nossas carteiras possuem parte importante de seus ativos em empresas com receitas em moeda estrangeira, através de exportações, preços de seus produtos referenciados em dólar, e subsidiárias no exterior, e com nenhuma ou pouca dívida em moeda estrangeira.

Com o câmbio funcionando como uma válvula de pressão, sempre que investidores estrangeiros se retraem e reduzem suas posições em mercados emergentes devido a uma conjuntura global que impõe cautela, a saída de recursos para moedas, ativos ou regiões de menor risco, na ótica destes investidores, acaba impactando a moeda dos países teoricamente mais fragilizados.

A novidade desta vez, é que as incertezas que assolam o mundo têm origem em fatores sanitários, afetando+ todas as economias mundiais. Não se sabe o prazo para terminar ou nível de impacto nos países, setores da economia ou mesmo empresas. Obviamente algumas serão mais severamente atingidas pela natureza dos negócios, e desta forma os governos buscam apoiar tais empresas e setores através de diversos mecanismos, envolvendo também direta e indiretamente o setor financeiro, que também poderá ser atingido pela fragilização das carteiras de crédito.

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